Em novo vídeo, mendigo conta detalhes obscenos e juiz pede laudo de saúde de mulher

Em um novo vídeo que circula nas redes sociais, o mendigo Gilvaldo Alves de Souza aparece contando detalhes obscenos da relação que teve com a esposa de um personal trainer em Brasília, na zona distrital de Planaltina. A Band precisou se pronunciar após a repercussão negativa do trecho da reportagem feita por um dos seus repórteres.

“Sobre o vídeo que circula na internet de uma entrevista do morador de rua que foi espancado por um personal trainer que o acusa de ter abusado sexualmente de sua esposa, a Band esclarece que essa entrevista não foi ao ar”, disse a emissora, em nota.

“Trata-se de um trecho de uma gravação que vazou do sistema interno da emissora de maneira ilegal e mal-intencionada”, destaca o comunicado. Na gravação, Givaldo conta sem qualquer pudor e respeito pela mulher com quem supostamente teve relações, detalhes íntimos que fizeram alguns internautas questionarem sobre a saúde mental da mulher.

Não por acaso, a Vara Cível de Planaltina solicitou, na tarde da última quinta-feira (24/3), a apresentação da documentação que prove o atual quadro de saúde da esposa do personal. O seu esposo chegou a comentar em uma ocasião que a mulher teria tipo uma espécie de confusão mental durante o ato.

Problemas psicológicos?

Sem citar diretamente o caso, a psicóloga Marisa Lobo comentou que “algumas pessoas enfrentam problemas emocionais, psicológicos e comportamentais a ponto de fazer coisas bizarras e perigosas contra elas mesmas.”

Segundo a especialista em saúde mental, casos assim são semelhantes aos de “um usuário de droga que mesmo sabendo dos danos ao seu corpo, continua usando compulsivamente. Não significa que a pessoa realmente queira fazer algo contra si, mas que por alguma razão não consegue deixar de fazer, ou faz em um momento de delírio, surto, profunda angústia ou agitação.”

Marisa finalizou dizendo que ocorrências que não aparentam fazer sentido indicam “a probabilidade de algo desse tipo estar relacionado”, ou seja, de problemas de saúde mental serem a causa do comportamento nocivo. A psicóloga, contudo, não fez qualquer acusação referente aos envolvidos no caso de Planaltina.

Ninfomania?

Outra especulação levantada nas redes sociais é sobre a possibilidade da mulher que manteve relações com o morador de rua ser “ninfomaníaca”. A ninfomania se trata de uma condição comportamental em que o indivíduo mantém relações sexuais de forma compulsiva, o que resulta em risco para a própria vida em algumas situações.

A especulação se deve ao fato da mulher ter, supostamente, quisto manter relações com um estranho, levando-o para dentro do seu próprio carro, mesmo ciente, também, de ser alguém que devido à condição de moradia (na rua) poderia não estar devidamente higienizado.

Violência sexual

Para Eduardo Alves, contudo, o esposo da mulher que não teve o nome revelado por razões de privacidade, a sua esposa teria sido vitima de violência sexual. Ela teria sido coagida pelo morador de rua para manter relações com ele.

Givaldo, contudo, negou veementemente ter cometido estupro, afirmando que a relação foi consensual e a convite da própria mulher. “Deus me colocou em um lugar cercado por câmeras que comprovam não ter havido nada disso (estupro). Se fosse outro morador de rua, possivelmente já estaria preso”, disse ele ao Metrópoles.

ATENÇÃO: laudo médico aponta “transtorno psicótico” em mulher flagrada com mendigo