Estudo: mulheres que fizeram aborto têm maior risco de ter problemas de saúde mental

Uma pesquisa publicada no Journal of Psychiatric Research indicou que mulheres que realizaram aborto induzido apresentaram um risco aumentado de hospitalização por transtornos de saúde mental em comparação com aquelas que levaram a gravidez até o fim.

O estudo, conduzido entre 2006 e 2022 em hospitais de Quebec, no Canadá, analisou os registros de saúde de 28.721 abortos induzidos e 1,22 milhão de nascimentos.

De acordo com os resultados, as taxas de internação psiquiátrica foram mais elevadas no grupo que passou pelo procedimento de interrupção da gravidez. Os pesquisadores relataram incidências significativas de tentativas de suicídio e transtornos relacionados ao uso de substâncias entre essas pacientes.

O risco mostrou-se mais pronunciado em mulheres com menos de 25 anos e naquelas com histórico prévio de doenças mentais. O estudo observou que, embora o impacto diminua com o tempo, a associação entre o aborto induzido e o aumento de problemas de saúde mental se manteve.

David Reardon, diretor do Elliot Institute, uma organização que se dedica à pesquisa sobre os efeitos do aborto, comentou os resultados. Em declaração ao The Christian Post, afirmou: “Este é o mais recente de uma série de estudos que mostram riscos elevados para mulheres, mesmo aquelas sem histórico de problemas anteriores”.

A publicação fez referência a outro levantamento, divulgado em 2023 pela BMC Psychiatry, que analisou dados globais e apontou que 34,5% das mulheres que realizaram um aborto desenvolveram depressão. Esse estudo recomendou que seja oferecido maior acompanhamento médico e apoio emocional a pacientes após o procedimento.